segunda-feira,8 julho , 2024
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Real poderia estar menos desvalorizado, mas desajustes internos se sobressaem, diz economista à CNN | CNN Brasil

por afonsobenites
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No dia em que o Plano Real completa 30 anos, a moeda brasileira enfrenta uma desvalorização significativa. O dólar atingiu a máxima dos últimos dois anos e meio, fechando cotado a R$ 5,65 na quinta-feira (27).

O país passa por um cenário de incertezas fiscais nas últimas semanas, somado ao efeito das falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o Banco Central (BC), com reflexos na cotação do dólar.

Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, “toda e qualquer moeda no mundo inteiro passou a ser um ativo financeiro desde meados da década de 90, como advento da internet, no qual obviamente os mercados capitais foram evoluindo ao longo do tempo”.

“[Os investidores] enxergaram nas moedas que têm oportunidades naturalmente de investimentos, dependendo obviamente do momento de cada economia. E aí, de forma pejorativa, alguns políticos acabam colocando como uma ação especulativa em investir na moeda”, disse Agostini ao programa WW da segunda-feira (1º).

Os fundamentos da economia brasileira para a questão de desempenho do real frente ao dólar são muito mais positivos, argumenta Agostini. “Ou seja, o real poderia até estar um pouco menos desvalorizado, como outras moedas estão, como peso, o iene, ou mesmo o peso mexicano, o peso argentino.”

Isso não acontece, ainda segundo Agustini, “infelizmente por esses desajustes internos que fazem parte de uma expectativa futura dos investidores de ter o seu retorno financeiro que começa a ficar muito mais negativo quando ele coloca na balança os riscos”.

Incertezas fiscais e impacto das declarações de Lula

A disparada da moeda americana, além de sinalizar aumento da percepção de risco sobre o Brasil, ameaça a queda da inflação no curto prazo, reduzindo o espaço para cortes na taxa de juros.

Para economistas, a alta do dólar vem, em parte, das repetidas declarações do presidente sobre as contas públicas e o BC. A poucos meses para o fim do mandato de Roberto Campos Neto, Lula critica a independência do BC e já sinalizou que o próximo indicado para a presidência do banco terá outro estilo de trabalho.

Perspectivas e desafios fiscais

Em maio de 2023, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou planos para seguir por uma austeridade fiscal, incluindo a aprovação do novo arcabouço fiscal e do texto base da reforma tributária.

No entanto, a redução natural da arrecadação e as falas do presidente sobre não revisar gastos e melhorar a arrecadação geraram preocupações.

Economistas alertam que há uma dificuldade em aprovar novas medidas para aumentar a arrecadação em um ano eleitoral, o que pode impactar negativamente a trajetória da dívida pública.

Apesar das sinalizações, ainda não há um descontrole fiscal efetivo, mas a incerteza sobre as medidas econômicas futuras contribui para a desvalorização do real.

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