quarta-feira,10 julho , 2024
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Lula: “Eu queria fazer ajuste fiscal na rentabilidade dos banqueiros deste país”

por Fabio Matos
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Em mais um discurso inflamado e direcionado à militância, como tem sido frequente nos últimos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar, nesta sexta-feira (28), as cobranças do mercado para que seu governo promova um ajuste fiscal e reduza as despesas públicas.

Ao lado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e de vários ministros, Lula participou da cerimônia de anúncio de investimentos do governo federal em Minas Gerais, nas áreas de energia e educação.

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Em seu discurso, Lula voltou a descartar a hipótese de desvinculação de pensões e benefícios como o BPC (Benefício de Prestação Continuada) da política de ganhos reais do salário mínimo.

“Gente do céu, o mínimo é o mínimo. O nome já diz. Como eu posso discutir fazer ajuste fiscal em cima do mínimo do mínimo? Eu queria fazer ajuste fiscal na rentabilidade dos banqueiros deste país, que ganham dinheiro especulando na Bolsa de Valores todos os dias. Não vou mexer nas pessoas mais humildes”, afirmou o presidente, arrancando aplausos do público.

“Eu já tinha sido presidente, mas eu queria voltar para ensinar uma lição às pessoas que não gostam da gente. Este país sempre foi governado para apenas 35% da população, não chegava a 40%. O pobre só era enxergado em época de eleição”, prosseguiu Lula. “Nós resolvemos incluir o povo neste país. Ninguém é pobre porque quer ser pobre.”

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“Golpe” em Dilma e “praga de gafanhoto”

Durante sua fala, Lula voltou a classificar o impeachment sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, como um “golpe” de Estado.

“Desde que deram o golpe da presidente Dilma, este país parecia um caminhão velho descendo ladeira abaixo, sem controle. Este país deixou de fazer política social”, afirmou o petista.

“Eu encontrei neste país centenas de hospitais paralisados, centenas de UPAs paralisadas, quase 6 mil creches paralisadas, 87 mil casas do MCMV abandonadas. Essa praga de gafanhoto que passou por este país nos últimos tempos só veio para destruir, e não para construir coisa alguma”, prosseguiu Lula.

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Vaias ao vice-governador

Durante o evento em Belo Horizonte, que não contou a presença do governador de Minas, Romeu Zema (Novo), o vice-governador do estado, Matheus Simões (Novo), foi vaiado pelos militantes petistas momentos antes de iniciar seu discurso.

Lula, então, interveio e deu uma “bronca” nos militantes, pedindo respeito a Simões, que representava o governo do estado na cerimônia.

“Eu queria pedir a compreensão de vocês pelo seguinte. Quando eu vou a um estado, faço questão de convidar as autoridades do estado. Afinal de contas, me elegeram presidente para mostrar civilidade. O vice-governador não está aqui só porque quer, mas porque convidamos. Por isso, pode falar, vice-governador”, disse Lula. Em seguida, Simões conseguiu discursar sem maiores contratempos.

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Investimentos em MG

Entre os anúncios feitos na cerimônia desta sexta, estão o lançamento do Circuito Mineiro de Investimentos em Transição Energética Nacional, a assinatura de decreto do programa Luz para Todos integrado ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e a assinatura dos contratos do primeiro leilão de transmissão de 2024, com investimentos de R$ 18,2 bilhões, dos quais R$ 3,5 bilhões em Minas Gerais.

Na área de educação, foram apresentadas ações para expansão e fortalecimento de institutos e universidades federais.

Além de Lula, Pacheco e Simões, participaram do evento os ministros Camilo Santana (Educação), Renan Filho (Transportes), Jader Filho (Cidades), Margareth Menezes (Cultura) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

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